Quinta, 28 de Maio de 2020
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Política Repudio

Ministros do STF repudiam agressão a jornalistas em ato com Bolsonaro

Profissionais do Estadão foram agredidos durante ato de apoio ao presidente em Brasília.

04/05/2020 13h50
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Por: Redação Fonte: R7
Foto: Arquivo/Fernando Frazão
Foto: Arquivo/Fernando Frazão

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou que "quem transgride e ofende a liberdade de imprensa, ofende a Constituição, a democracia e a cidadania brasileira". Segundo Cármen Lúcia, isso "significa atuar de maneira inconstitucional".

 

Outro ministro do STF, Gilmar Mendes, afirmou que "a agressão a jornalistas é uma agressão à liberdade de expressão e uma agressão à própria democracia". "Isso tem que ficar claro", completou.

 

Os ministros também disseram lamentar a agressão física e verbal que os profissionais do Estadão/Broadcast - o fotógrafo Dida Sampaio, o motorista do jornal Marcos Pereira e os repórteres Julia Lindner e André Borges - sofreram de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio do Planalto, enquanto realizavam a cobertura jornalística do evento neste domingo.

 

Cármen Lúcia e Gilmar Mendes participam de transmissão ao vivo pela internet promovida pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

 

Alexandre Moraes afirmou: "As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade".

 

Luis Roberto Barroso, também do STF, lembrou que este domingo é o dia da Liberdade de Imprensa. "Dia da liberdade de imprensa. Mais que nunca precisamos de jornalismo profissional de qualidade, com informações devidamente checadas, em busca da verdade possível, ainda que plural. Assim se combate o ódio, a mentira e a intolerância", escreveu.

 

Maia

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu às agressões sofridas por jornalistas neste domingo e afirmou que cabe às instituições democráticas impor a "ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror". "Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles", disse Maia.

 

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro agrediram com chutes, murros e empurrões a equipe de profissionais do Estadão/Broadcast que acompanhava a manifestação pró-governo realizada neste domingo em Brasília e que tinha como um dos alvos de crítica o presidente da Câmara.

 

No Twitter, Maia prestou solidariedade aos jornalistas agredidos e pediu que a Justiça seja célere para punir os criminosos responsáveis. Maia afirmou também que, no Brasil, além da luta contra o coronavírus, há também aquela contra o "vírus do extremismo", cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade, disse. "O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão", disse.

 

Na postagem, o presidente da Câmara também lamentou as agressões sofridas por profissionais da saúde no feriado. O protesto de um grupo de enfermeiros por melhores condições de trabalho e pela manutenção do isolamento social durante a pandemia acabou em confusão após apoiadores de Bolsonaro tentarem interromper o ato e agredir os profissionais.

 

Como mostrou o Estadão/Broadcast, três manifestantes foram identificados pelo Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) e o órgão vai processá-los.

 

"Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror. Minha solidariedade aos jornalistas e profissionais de saúde agredidos. Que a Justiça seja célere para punir esses criminosos", disse.

 

Durante a manifestação pró-Bolsonaro neste domingo, o fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente a rampa do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, numa área restrita para a imprensa quando foi agredido.

 

Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado duas vezes por manifestantes, que desferiram chutes e murros nele. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como "fora Estadão".

 

Os dois profissionais precisaram deixar o local rapidamente para uma área segura e procuraram o apoio da polícia militar. Eles deixaram o local escoltados pela PM. Os profissionais passam bem.

 

Milhares de pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em manifestação na qual Bolsonaro também participou. A ação ocorre após o ex-ministro Sérgio Moro prestar depoimento no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar denúncia feita por ele de que o presidente Bolsonaro utilizou o cargo para tentar ter acesso a investigações sigilosas da Polícia Federal.

 

As informações do ex-ministro levaram a suspensão, pelo STF, da nomeação de Alexandre Ramagem para o posto de diretor-geral da PF.

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Atualizado às 15h54 - Fonte: Climatempo
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