Polícia

Coronel Fernando Alencar Medeiros é nomeado como novo comandante-geral da PM de SP

Ele atuava como subcomandante-geral e assume após Marcelo Vieira Salles deixar o cargo.

09/03/2020 15h40
Por: Redação
Fonte: G1
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Novo comandante da PM, o coronel Fernando Alencar Medeiros, à direita do antigo comandante — Foto: Reprodução TV Globo
Novo comandante da PM, o coronel Fernando Alencar Medeiros, à direita do antigo comandante — Foto: Reprodução TV Globo

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (9) o nome do novo comandante-geral da Polícia Militar do estado de São Paulo. O coronel Fernando Alencar Medeiros, de 50 anos, assume o cargo após Marcelo Vieira Salles deixar a corporação.

 

Alencar está na Polícia Militar há 34 anos e atuava como subcomandante-geral.

 

"Alencar, Agora tem a responsabilidade de suceder o coronel Salles. Não é uma responsabilidade pequena. É uma responsabilidade histórica na sua trajetória e na sua biografia. Responsabilidade em suceder um bom comando que atingiu os melhores índices de segurança. Se prepare para dormir pouco e trabalhar muito, porque o governador cobra”, afirmou Doria.

 

“Coronel Salles foi um excepcional comandante da Polícia Militar, excepcional ser humano e um excepcional amigo”, ressaltou o governador.

 

Questionado sobre o motivo da sua saída do comando da corporação, o coronel Salles respondeu “Não é hora de falar disso e tudo tem sua hora” sobre sua possível candidatura a uma cargo eletivo nas próximas eleições. "Eu sou candidato a voltar pra casa e olhar pra minha família", completou.

 

Ao assumir o cargo, o coronel Fernando Alencar Medeiros disse que ocupar a cadeira de comandante-geral da PM é uma grande responsabilidade e que vai buscar de toda a tropa da Polícia Militar tranquilidade para enfrentar os desafios do combate à criminalidade em São Paulo.

 

“A maior orientação que a gente passa para os policiais é serenidade e tranquilidade. Nos cuidamos de pessoas e isso é muito complexo, é muito sério", declarou Alencar.

 

Demissão

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Marcelo Vieira Salles, de 52 anos, colocou o cargo à disposição do secretário da Segurança Pública, João Camilo Pires de Campos. A decisão de Salles ocorreu na segunda-feira (2), mas só nesta sexta (6) a informação foi divulgada.

 

Salles assumiu o comando da PM em abril de 2018, ainda no no governo de Márcio França (PSB), e se manteve à frente da corporação no governo de João Doria (PSDB).

 

A decisão de Vieira Salles aconteceu dias antes de a Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo pedir à Corregedoria da Polícia Militar e à Polícia Civil informações sobre a investigação da conduta dos policiais militares durante a votação da Reforma da Previdência dos servidores na Assembleia Legislativa de São Paulo na terça-feira (3). Ao menos 20 pessoas ficaram feridas.

 

O pedido da Ouvidoria atendeu ao ofício enviado por quatro entidades ligadas à defesa dos direitos humanos – Conectas Direitos Humanos, Artigo 19, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim) e a Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP – enviaram ao ouvidor a cópia de um ofício direcionado ao secretário de Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, com 16 perguntas sobre a atuação policial durante a votação na Alesp na terça (3).

 

 

Segundo informações iniciais, ele teria recebido um convite para se candidatar nas eleições municipais deste ano.

 

Salles já atuou no policiamento de área, no policiamento de Choque, no Corpo de Segurança e na ajudância de ordens do governo do estado de São Paulo durante a gestão do ex-governador Márcio França.

 

O ex-Ouvidor das Polícias, Benedito Mariano, disse que a saída do comandante da PM é uma perda significativa para a corporação. "Fui ouvidor por sete anos, neste anos convivi com cinco comandantes da PM e quero reforçar o que já disse para ele, que de longe o Salles é o melhor comandante que conheci."

 

Integrantes do governo de São Paulo durante a posse do novo comandante-geral da Polícia Militar. — Foto: Gabriela Gonçalves/G1

Integrantes do governo de São Paulo durante a posse do novo comandante-geral da Polícia Militar. — Foto: Gabriela Gonçalves

 

Mariano disse os motivos: "Por duas razões: primeiro por ter tido um contato sempre aberto ao diálogo com a ouvidoria, mesmo diante da contundência da ouvidoria durante a gestão dele. Segundo: testemunhei uma relação muito respeitosa que ele tinha com os praças, os soldado, cabos e sargentos, isso é essencial para a corporação e é uma marca da gestão dele."

 

Mariano disse que "durante a gestão dele, Salles nunca desabonou o trabalho do controle de a ouvidor."

 

"Como comandante geral ele foi ponderado e respeitoso, inclusive não dava declarações de incentivo à violência policial. Porém, apesar disso, na gestão dele a violência policial, principalmente os homicídios praticados por policiais, aumentaram", Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe.

 

"A expectativa é que o novo comandante a ser escolhido pelo governador, da mesma forma que o antecessor, não faça declarações de incentivo à violência policial, mas, além disso, tome medidas internas de orientação, formação e disciplinares, visando frear a escalada da violência policial", disse Castro Alves

 

Em nota, a Secretaria da Segurança "confirma que na última segunda-feira (2) o coronel PM Marcelo Vieira Salles, comandante-geral da Polícia Militar e São Paulo, solicitou ao secretário da Segurança, general João Camilo Pires de Campos, sua passagem para a reserva. Ao secretário, na ocasião, o comandante ressaltou que a decisão é de caráter pessoal. A Secretaria da Segurança Pública já avalia o substituto para dar sequência ao excelente trabalho desempenhado pelo coronel Salles, que permanece à frente do comando da PM até a conclusão desse processo."

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