Política

Bolsonaro sancionará ''daqui a alguns dias'' a Previdência dos militares

''Temos um governo que valoriza a família, respeita o seu povo ao qual nós devemos lealdade, um governo que adora a Deus e reconhece o valor dos seus militares'', disse o presidente em confraternização com militares nesta segunda-feira (9/12)

09/12/2019 15h58Atualizado há 1 mês
Por: Jornalista Nardel Azuoz
Fonte: Correio Braziliense
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Jair Bolsonaro disse que a reforma da Previdência dos militares fará justiça histórica à categoria - Foto: Ed Alves
Jair Bolsonaro disse que a reforma da Previdência dos militares fará justiça histórica à categoria - Foto: Ed Alves

O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer afagos aos militares. Em almoço de fim de ano com oficiais generais das Forças Armadas, ele destacou que sancionará nos próximos dias o projeto de lei 1.645/2019, que reestrutura a carreira e a Previdência dos militares. Em ode aos ex-presidentes Emílio Garrastazu Médici e Humberto Castelo Branco, que governaram durante o regime militar, ele enalteceu a participação dos oficiais no litoral brasileiro e na Amazônia. 

A sanção do PL 1.645 visa fazer justiça à carreira. Bolsonaro citou a Medida Provisória (MP) 2131, de 28 de dezembro de 2000, que dispôs sobre a reestruturação da remuneração dos militares. “Os tempos mudaram e nós sancionaremos daqui a alguns dias o projeto de proteção social dos militares. E os tempos mudaram por quê? Porque nós temos um governo que valoriza a família, respeita o seu povo ao qual nós devemos lealdade, um governo que adora a Deus e reconhece o valor dos seus militares”, declarou, nesta segunda-feira (9/12). 

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, classificou o PL como “a mais importante realização do ano de 2019”. “Corrigindo anos de antigas distorções, valorizando a meritocracia, a experiência e retenção de talentos, requisitos fundamentais para permitir que o Brasil tenha as Forças Armadas modernas compatíveis com a estatura geopolítica do país”, destacou. O projeto, acrescentou o ministro, representou mais uma “contribuição dos militares para o esforço fiscal do governo”. “Recebeu apoio das duas Casas Legislativas, a quem devemos, também, nosso respeito e reconhecimento.”

Afagos

As Forças Armadas, continuou o ministro, trabalharam unidas e coesas e sempre fizeram parte das “soluções”. “Não dos problemas”, advertiu. Na manhã desta segunda, Bolsonaro comentou que, “por momentos que beiram a tragédia, as Forças Armadas sempre se fizeram presentes”. “Nossas Forças entendem a complexidade da tarefa do governo para gerenciar interesses do governo, recuperar a economia e dar novos rumos ao país. Todos acreditamos em futuro melhor, trabalhamos com isso, com futuro conforme o senhor sempre tem enfatizado, pautado na liberdade e na democracia”, finalizou Azevedo e Silva.

Os afagos de Bolsonaro aos militares seguiram a linha do enaltecimento feito pelo ministro da Defesa. Ao dirigir a palavra ao comandante da Marinha, Ilques Barbosa Junior, Bolsonaro considerou o momento como oportuno para rememorar “algo de bom” ou de “muito bom” feito em governos anteriores quando se fala da “Amazônia azul”. “Devemos a passagem de 12 para 200 milhas o nosso mar territorial ao nosso eterno presidente Emílio Garrastazu Médici. Quando se fala em Amazônia, também vêm à nossa mente a Zona Franca de Manaus. Devemos a mesma ao nosso presidente marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Feito que nos permite dizer que a Amazônia é nossa”, sustentou. 

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