rock in rio 2019

Witzel diz que há 'genocídio' no RJ e que vai à ONU pedir punições a países vizinhos

Governador disse que fronteiras deveriam ser fechadas e que vai pedir sanções aos países vizinhos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia, por venderem armas ao Brasil.

29/09/2019 20h21
Por: Jornalista Nardel Azuoz
50
Foro: Reprodução/SPJ
Foro: Reprodução/SPJ

O governador do RJ, Wilson Witzel, disse neste domingo (29) que vai recorrer à ONU para combater a violência no RJ, que chamou de "genocídio". Em fala a jornalistas na Cidade do Rock, ele afirmou que vai pedir sanções aos países vizinhos que vendem armas ao Brasil, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.

 

"Todas essas ações. Trabalhando para tirar as armas...trabalhando agora junto às Nações Unidas...levar realmente a causa do genocídio do Rio de Janeiro, que não é o governador", disse Witzel.

 

Witzel afirmou que a fronteira deve ser fechada e que a ONU deveria impor sanções aos países por venderem armas ao Brasil.

 

"O próprio Conselho de Segurança da ONU pode tomar essa decisão: retaliar Paraguai Bolívia e a Colômbia no que diz respeito às armas em si. Ou seja países que vendem armas para esses países têm que ser proibidos de fazê-lo sob pena de continuar esse massacre essa situação sangrenta que nós vivemos hoje nas comunidades do Rio de Janeiro. E fechar a fronteira."

 

O governador disse que já está em contato para levar o pleito à ONU. "Eu já pedi para que nós entremos em contato agora nessa semana com o Conselho de Segurança da ONU para que eu possa expor o que está acontecendo no Rio de Janeiro e pedir providências junto a esses países", afirmou.

 

Crítica à atuação federal na segurança

O governador falou de forma incisiva contra a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no combate ao tráfico de armas e drogas.

 

"Será que eu estou falando em outra língua? Eu fui juiz federal durante 17 anos. Quem investiga o tráfico de armas e de drogas é a Polícia Federal. É o Ministério Público Federal. Então eles estão neste momento em débito com a sociedade. É preciso explicar, mostrar os números, os promotores federais têm que vir a público para dizer o que eles estão fazendo para impedir que essa quantidade de armas chegue ao Rio de Janeiro."

 

Caso Àgatha

Em seu discurso, Witzel repetiu que o Rio de Janeiro é a segunda capital mais segura do Brasil e criticou a imprensa por só mostrar o lado negativo da cidade. Ele rechaçou críticas de que adote uma política de confronto, que promova a violência.

 

"Eu não quero celebrar a morte de ninguém. Muito pelo contrário, nós queremos celebrar a vida e exatamente para que a vida seja celebrada é que nós vamos ter que agir de forma muito rigorosa contra o tráfico de armas e drogas no nosso estado no Brasil", disse.

 

Questionado sobre o protesto da cantora Lellê, que lembrou a morte da menina Ágatha no primeiro dia de Rock in Rio, Witzel afirmou que estão "fazendo palanque" com a morte de uma criança e que "quem embarca na história está falando contra quem está fazendo um bom trabalho".

 

"Querer fazer palanque de uma criança ou quem quer que seja um palco político, isso para a oposição é uma indecência. E quem embarca nessa história...nós temos que respeitar a diversidade, mas quem embarca nessa história está dando eco a uma política perversa contra algo que está sendo bem feito." Fonte: G1

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
São Paulo - SP
Atualizado às 18h13
19°
Nuvens esparsas Máxima: 24° - Mínima: 15°
19°

Sensação

20 km/h

Vento

78%

Umidade

Fonte: Climatempo
Anúncio
Municípios
Anúncio
Últimas notícias
Anúncio
Mais lidas
Anúncio