Política

Raquel Dodge diz que há 'suspeita de ação orquestrada' em queimadas na Amazônia

Diante disso, procuradora-geral da República disse que pedirá à PF para investigar o caso. Polícia Federal já apura se houve convocação para 'dia do fogo' no Pará.

26/08/2019 19h20
Por: Redação
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: Rosinei Coutinho

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta segunda-feira (26) que há "suspeita de ação orquestrada" em queimadas na Amazônia.

 

Raquel Dodge deu a declaração após ter se reunido com integrantes da Força-Tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria para discutir o tema.

 

"Há suspeita de ação orquestrada, há suspeita de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado", afirmou.

"O que nós percebemos é que há sinais disso, há elementos que justificam a abertura de inquéritos para investigar e punir os infratores", acrescentou.

 

As queimadas têm repercutido internacionalmente, e o presidente Jair Bolsonaro autorizou o envio de tropas das Forças Armadas a estados da região.

 

Pedido de inquérito

Segundo Raquel Dodge, ficou decidido na reunião da força-tarefa que o grupo pedirá a abertura de um inquérito para investigar as queimadas.

 

"Como resultado da reunião de hoje, estou requisitando abertura de inquérito para promover a persecução penal daqueles que incentivaram que queimadas fossem adotadas em terras federais", afirmou Dodge.

 

Neste fim de semana, a Polícia Federal informou que investigará se houve uma convocação para queimadas no Pará.

 

Segundo o Ministério Público do estado, um jornal de Novo Progresso (PA) publicou um anúncio para o "dia do fogo".

 

Mais cedo, nesta segunda-feira, a PF também informou que vai apurar se houve ação criminosa nas queimadas na Amazônia.

 

'Coalizão'

Segundo Raquel Dodge, os ministérios públicos dos estados e da União decidiram formar uma "coalizão".

 

"Esta é a primeira das medidas de persecução penal que os ministérios públicos dos estados brasileiros e o Ministério Público Federal, por intermédio de promotores de Justiça e procuradores da República tomarão ao longo das próximas semanas", completou.

 

"O que nós queremos é sincronizar a atuação do Ministério Público brasileiro para que as queimadas e os incêndios cessem e para que os infratores, aqueles que estão cometendo esses gravíssimos crimes de pôr fogo na floresta sejam identificados e punidos", afirmou Dodge.

 

A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Albuquerque, afirmou que uma das frentes discutidas foi a investigação para identificar pessoas ligadas ao "dia do fogo" em Altamira, no Pará. "Nós temos o local em que isso se deu. Será possível essa busca dessa identificação", afirmou. Fonte: G1

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